30 de mar. de 2011

SILENT HILL - A CIDADE DO SILÊNCIO - CAPÍTULO 2



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SILENT HILL – A CIDADE DO SILÊNCIO Capítulo 2 
O BECO 


O sangue destas criaturas é ácido, ele corrói o pedaço de madeira que eu estou segurando, ele corrói o asfalto, ele corrói até a própria pele destas criaturas que não sei o que são. Eles vinheram para cima de mim babando e cuspindo ácido, consegui me esquirvar e acertar um ataque bastante produtivo fazendo um deles cair, joguei a lata de lixo no outro e ele desequilibrou e comecei a bater em algo que eu acreditava ser a cabeça dele. O sangue destas criaturas é ácido, corre ácido no meu sangue e isso que faz o ser humano sentir-se cansado, meu sangue está pulsando e minhas mãos estão tremendo, o ácido corrói a madeira, um deles havia se levantado e tentado me agarrar, noto que quando eles se aproximam o meu rádio fica chiando bastante, como se desse estática. Eu consigo me esquivar caindo no chão, ele cospe ácido em mim mas eu rolo para direita e o derrubo com uma rasteira, enfio a madeira no meio do seu abdômem e ela entra alguns centimetros, a criatura agoniza e morre. 

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O sangue delas escorre pela rua como uma poça de piche. 
Descanso no meio-fio. Que droga de lugar é este? 
Procuro no lixo algo que possa servir para me proteger, pego um pedaço de cano velho e partido, não é contundente mas me manterá respirando. A névoa é mais densa e ela parece ser triste. Seria tal névoa as lágrimas dos anjos? Sinto ela me envolver, ela entrar nos meus pulmões, ela assistir aos meus segredos que nem mesmo eu sabe exatamente o que é. Sinto ela com se fosse uma pessoa que a muito não vejo e que a visita não é nem um pouco agradável. 
Ando mais devagar no caminho de volta à delegacia. Não consigo enchergar muito mais lembro do lugar. Minha caminhada foi bem até eu me deparar com a imensidão branca de mais um abismo, este não estava lá quando eu passei no caminho de ida. Estava bloqueado denovo por estes abismos profundos, eu ouvia como se fosse uma voz chamando-me para mergulhar neste buraco sem fim, resisto e dou as costas. 
Sento no meio-fio. 
- Carl, responda, Carl, Carl – estática. 
- Alô?? Aaron, na escuta, achei que já tinha ido. 
- Carl, que diabos está acontecendo? Há um abismo na entrada da cidade e criaturas estranhas me atacaram, câmbio. 
- Eu te falei que era perigoso sair da delegacia. 
- Eu não consigo voltar, apareceu um abismo no caminho que passei, você conhece alguma outra rota? 
- Você está na St.Andrews? 
- E, eu acho que estou. 
- Se você ainda não passou o RedValet bar, você pode entrar em um pequeno beco. Da direto aqui, mas é bastante arriscado por causa do canil. 
- Não tenho outra alternativa não é? 
- Sinto muito. 

O RedValet estava desativado e sua sacada desmoronou. O beco era bem visível ao seu lado e possuía várias lixeiras reviradas. Sento nas escadas na sua frente. 
- Carl, está me ouvindo? 
- Na escuta. 
- Encontrei a droga do beco. Não me parece nada agradável. 
- Eu sei como se sente. 
- Como chegou aqui Carl? 
- Eu queria saber responder isso. Eu simplesmente não lembro do dia de ontem, como se eu estivesse vivendo nesta rotina há anos. Há anos eu ando pelas celas, há anos eu olho as portas, limpo meu revólver. Parece que eu nunca saí desta cidade. Já encontrei diversas destas criaturas, matei algumas, mas parece que tenho feito isso há anos. Não sei o que é. 
- Tem filhos Carl? 
- Eu, eu acho que sim, acho que tenho dois. Sabe, eu não tenho mais certeza de nada, quando você apareceu Aaron, não sei porque eu fiquei feliz de falar com alguém de novo. Parece que estou sozinho aqui há anos. 
- O que aconteceu com esta cidade Carl? Não há ninguém nas ruas, estes abismos aparecem do nada, estas criaturas que eu não sei o que é. Esta névoa. Onde diabos estamos Carl? 
- Eu, eu, eu não sei. Não me sinto bem aqui, não me sinto bem. Já pensei em usar esta arma que eu te dei e estourar os miolos, não sei, não sei se eu estou aqui. 
- Carl, nós vamos encontrar a saída. Seja o que for que esteja acontecendo. 
- Aaron, você precisa voltar para a delegacia rápido, antes que soe a sirene. Nada sobrevive do lado de fora quando soa a Sirene, aqui está protegido, eu desenhei o simbolo nas portas, eles não entram. 
- Que Sirene é esta Carl? Carl? – ele desligou o rádio. 


La estava o beco, entro devagar mas precisava me apressar, não queria ver o que era esta tal sirene. 
Latido. 
Um rastro de sangue me chama a atenção, o beco tem várias pequenas entradas mas todas não tem saída, ele só tem um caminho, para frente, ele é guiado por um rastro de sangue. 
Latido. 
Sinto algo vindo por trás, não dá para ver nada por causa da névoa. Aperto o cano com mais força, sinto a textura do ferrugem. Há um cadáver, e ao lado um pequeno portão que dá acesso a outra rua. O cadáver está completamente desfigurado e seu sangue empapado tinge sua volta de vermelho, ele segura um jornal que está muito sujo. 
“Foi encontrado nesta manha o corpo do oficial Carl Earlier, 42. Seu corpo estava na delegacia de policia quando foi encontrado pelo faxineiro. ----------------- sinais brutais indicam assassinato ---------------------- deixou filhos." 
Meus olhos queimavam, o jornal estava muito sujo de sangue, eu não consegui ter mais detalhes. Se aquilo era verdade eu não… 
- ATRAS DE VOCÊ – o cadaver põe a mão no meu braço. 
Um cachorro salta nas minhas costas, consigo me esquirvar no último segundo. Acerto-o com o cano, ele solta um barulho estranho, um grunhido. A parte inferior do seu maxilar se abre sua língua rola pelo chão, ela se levanta e tenta me atacar, passa na minha perna e me faz um pequeno corte, é afiada como se fosse uma faca. Outro tenta me atacar pulando pelo muro. Seguro sua cabeça, sua pele queima minhas mãos, ele tenta me morder mas dou-lhe um chute e ele cambaleia. Parto sua cabeça com o cano. O outro tenta me atacar com sua língua mas consigo matar-lo também. Olho novamente o cadáver e ele está la, do mesmo jeito. Acho que eu o imaginei se mexendo. 
- Carl, Carl. Você esta ai!? Carl! 
Passo pelo portão, viro a direta, consigo ver a entrada da delegacia. Por que diabos Carl não me indicou o beco antes? 
As portas estavam abertas, não estavam abertas quando saí, Carl não iria deixar as portas abertas. 
- Carl!? Carl!!? Você está ai? 
Vejo a lâmina da faca branca, pontiaguda, parecendo uma faca feita de osso entrar lentamente na carne. O sangue escorre e atinge o chão. Ela entra no lado esquerdo do peito, consigo ouvir-la perfurando o coração em um barulho desagradável. Tosse. 
- Carl… 
Ele estende a mão na minha direção. Seus olhos estão vazios, sua mão cai com um baque seco no chão. O sangue escorre, se alastra, é nojento, o cheiro de sangue no ar.


- Você demorou bastante para chegar, sinto não ter deixado seu amigo ter dito a você as últimas palavras – ele estava sobre o corpo de Carl, a faca ainda enfiada no peito. Ele a puxa com violência e o sangue espirra. Ele se levanta, limpa a faca em uma espécie de capa preta que ele tem presa as costas – é uma pena mesmo, isso sempre me deixa um pouco cansado mas tudo está correndo tão bem! Você demorou muito para chegar. Mas não vou deixar você vendo esta cena desgastante por muito tempo. 
Ele se vira para mim, é da minha altura. Seu rosto está cobeto com uma espécie de máscara feita de um crânio humano. Não sei se é um crânio de verdade. 
Carl esta morto, ele o matou. 
Carl está morto. 
E eu não sei se realmente estou vivo. 
CONTINUA 

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2 comentários:

Anônimo disse...

Pow cara muito bom!! to gostando

eu só acho q vc deveria mudar a cor e to tamanho dos textos fica meio ruim ler assim
Dói até o olho lol

abraços!

Anônimo disse...

PAREI DE LER EM ''VINHERAM''. PUTA QUE PARIU CARA, VAI ESTUDAR UM POUCO MAIS.